The Prose of Place in Grande Sertão: Veredas and Pedro Páramo.

Grande Sertão: Veredas (João Guimarães Rosa, Brasil, 1956) e Pedro Páramo (Juan Rulfo, México, 1955), apesar de várias diferenças, retratam regiões tanto experienciais quanto espaciais, e logram isto por meio da tradução delas para narrativas também espaciais e experienciais. Em ambas as obras, os e...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Publicado en:Luso-Brazilian Review Vol. 53; no. 2; pp. 31 - 62
Autor principal: Schneider, Caroline LeFeber
Formato: Artículo
Publicado: University of Wisconsin Press Dec2016
Materias:
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        Grande sertao: Veredas (Book)
        Pedro Páramo (Book : Rulfo)
        Rulfo, Juan, 1918-1986
        Rosa, João Guimarães, 1908-1967
        Literary criticism
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          Rosa, João Guimarães, 1908-1967
          Literary criticism
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      ab: Grande Sertão: Veredas (João Guimarães Rosa, Brasil, 1956) e Pedro Páramo (Juan Rulfo, México, 1955), apesar de várias diferenças, retratam regiões tanto experienciais quanto espaciais, e logram isto por meio da tradução delas para narrativas também espaciais e experienciais. Em ambas as obras, os espaços telúricos do sertão brasileiro e do llano mexicano se transformam em espaços narrativos em tradução triplicada: (1) As suas narrativas são construídas espacialmente através da ambiguidade temporal, (2) os romances são espaços participativos, convidando a colaboração do/a leitor/a através de pontes e lacunae e (3) os paradoxos e a falta de confiabilidade das narrativas refletem a complexidade espacial das regiões traduzidas. Estas regiões são geograficamente fixas, culturalmente inscritas e espiritualmente sentidas: o sertão de Grande Sertão: Veredas é uma transcendência imanente, e Comala de Pedro Páramo, uma história imanente da crueldade. Tradicionalmente celebrados por serem inovadores apesar de regionais, estes romances são, de fato, inovadores na sua relação com as suas regiões. Através de inovações paralelas na espacialidade, ambos os romances revigoram as conexões dos leitores com a terra, como os seus interlocutores e também moradores.
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