DIAGNÓSTICO LABORATORIAL DA CRIPTOCOCOSE.

INTRODUÇÃO: Criptococose é uma micose sistêmica oportunista causada pelo Cryptococcus spp., encontrados em excretas de aves e em ocos de árvores, acometendo frequentemente indivíduos imunocomprometidos. O objetivo desta revisão é destacar etapas do diagnóstico laboratorial microbiológico dessa infec...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Publicado en:Revista de Medicina e Saúde de Brasília Vol. 7; no. Suplemento 2; pp. 17 - 18
Autor principal: Araújo de Souza, Geize Gabrielle
Formato: Artículo
Publicado: Revista de Medicina e Saúde de Brasília Nov2018
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      ab: INTRODUÇÃO: Criptococose é uma micose sistêmica oportunista causada pelo Cryptococcus spp., encontrados em excretas de aves e em ocos de árvores, acometendo frequentemente indivíduos imunocomprometidos. O objetivo desta revisão é destacar etapas do diagnóstico laboratorial microbiológico dessa infecção. METODOLOGIA: Foi realizado um levantamento bibliográfico de artigos científicos, no período de setembro a outubro de 2018 na base de dado SCIELO. Na busca as palavraschaves utilizadas foram: "criptococose" e "diagnóstico laboratorial" e o idioma foi português. DISCUSSÃO: O diagnóstico pode ser realizado em amostras de liquor, urina, escarro e aspirado de lesões cutâneas. Assim, no exame direto, visualizam-se leveduras ovais, com brotamento único e, um halo claro ao redor da parede celular (cápsula polissacarídica). Para a cultura, as amostras podem ser semeadas nos meios sólidos sabouraud, sangue, chocolate, Tayer-Martin e BHI, após dois a quatro dias de incubação podem ser visualizadas colônias brilhantes, brancas a castanhas, variando a coloração de amarela a rosa ou marrom claro. No entanto essas colônias podem tornar-se secas e opacas com o tempo. Após a análise da característica macroscópica da colônia é importante realizar a prova da uréase, para verificar se há presença da enzima que catalisa a conversão da ureia em amônia e carbamato, o que ajuda a diferenciar os gêneros Cryptococcus sp. e Candida sp. O teste da fenoloxidase indica a presença desta enzima em C. neoformans e C. gattii, pois estes produzem melanina através de substratos fenólicos presentes no ácido cafeíco, o pigmento produzido confere as colônias coloração marrom ou negra. O ágar canavanina-glicinaazul de bromotimol é utilizado para diferenciar as espécies de C. neoformans de C. gattii. A espécie C. gattii utiliza a glicina como fonte de carbono e nitrogênio, produzindo um pigmento azul, o C. neoformans, cresce no meio, mais não promove mudança de coloração. CONCLUSÃO: Conclui-se que: é fundamental a escolha do meio de cultura de acordo com a amostra a ser semeada; o cultivo do fungo (considerado padrão ouro), é métodos de diagnósticos para confirmação da criptococose; e que as provas da urease, da fenoloxidase e o cultivo no ágar canavanina-glicina-azul de bromotimol contribuem para diferenciação das espécies do Cryptococcus sp. e de outros fungos.
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