Conflito territorial e a implantação dos vazios: a luta do povo Kaingang pela demarcação da TI Toldo Chimbangue no pós-1986.

The social conflicts cannot be the object of a temporal analysis out of step with its creative phenomena. The historicity, the cultural and identity elements of the community are an integral part of the study of human conflicts. The paradigm of the colonization of western Santa Catarina - especially...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Publicado en:Oficina do Historiador Vol. 15; no. 1; pp. 1 - 13
Autores principales: Cerutti, Saulo, Renk, Arlene, Winckler, Silvana Terezinha
Formato: Artículo
Publicado: Pontificia Universidade Catolica do Rio Grande do Sul 2022
Materias:
Acceso en línea:Ver este registro en EBSCOhost
Descripción
Sumario:The social conflicts cannot be the object of a temporal analysis out of step with its creative phenomena. The historicity, the cultural and identity elements of the community are an integral part of the study of human conflicts. The paradigm of the colonization of western Santa Catarina - especially Chapecó, - is taken here, and the resumption of traditional lands by indigenous communities in the demarcation of the TI Toldo Chimbangue. It is not the intention of this essay to reconstruct the historical (and official) details about the objects of analysis, but the friction in the cultural shocks and the struggle for the possession of the land. The identification of litigants makes the perception that they are both victims of the colonization and developmental process projected by the Brazilian State at the end of the 19th century and in the decades that followed, and that the environmental use by the affected communities, be it economic or cultural, was never taken into account. analysis in progressive readings.
Os conflitos sociais não podem ser objeto de análise temporal em descompasso com seus fenômenos criadores. A historicidade, os elementos culturais e identitários da comunidade são parte integrante do estudo dos conflitos humanos. Toma-se aqui o processo de colonização do oeste catarinense - Chapecó, especialmente - e a retomada das terras tradicionais pelas comunidades indígenas na demarcação da TI Toldo Chimbangue. Não é pretensão deste ensaio a reconstrução de detalhes históricos dos objetos de análise, mas a fricção dada pelos encontros culturas e o embate pela posse da terra. A identificação dos litigantes torna cristalina a percepção de que são vítimas do processo colonizatório e desenvolvimentista projetado pelo Estado brasileiro nos fins do século XIX e nas décadas que sucederam e que as comunidades afetadas, econômica ou culturalmente, não foram levadas em conta nas leituras progressistas.