| Notas: | Voc ̊j ̀pensou quanto custaria um apartamento se a empresa construtora tivesse que realizar por sua prp̤ria conta todos os serviȯs que entram na obra? Imagine essa empresa comprando o equipamento de terraplanagem para fazer as fundaė̳s e contratando, como empregados permanentes, os tčnicos para dirigir os tratores e outras mq̀uinas, lembrando que tudo isso seria usado por poucos meses. Para onde iria o preȯ do apartamento se a construtora tivesse que admitir como seus empregados os que trabalham em apenas uma fase da obra, como: carpinteiros, azulejistas, eletricistas, pintores, vidraceiros, entre outros? No mundo de hoje, nenhuma empresa ̌capaz de fazer tudo sozinha. Pelo contrr̀io, companhias e profissionais se especializam para atuar em parcerias que aumentam a eficin̊cia das empresas e geram empregos e renda para os trabalhadores. Passou-se o tempo de que empresas faziam um produto do comeȯ ao fim; hoje, elas participam de cadeias globais de valor. É assim que conseguem produzir bens e fazem serviȯs com qualidade crescente e preȯs cadentes. Essa ̌a funȯ̂ bs̀ica do processo de terceirizaȯ̂: produzir de modo eficiente para atender o grande beneficiado da terceirizaȯ̂, o consumidor. Ao mesmo tempo em que a adoȯ̂ da terceirizaȯ̂ na economia moderna ̌uma necessidade imperiosa, esse modo de trabalhar constitui um grande desafio para o Direito do Trabalho. Isso porque os trabalhadores terceirizados precisam das mesmas proteė̳s dos demais empregados para, com base nelas, atenuar os riscos do seu trabalho, como: acidentes, doenȧs, desocupaȯ̂, descansos, aposentadoria etc. O referido desafio ̌mundial porque o Direito do Trabalho foi concebido para garantir proteė̳s aos que trabalham de modo fixo e em contratos por prazo indeterminado. Na terceirizaȯ̂, o mais comum ̌o trabalho por determinado tempo e realizado em empresas e locais diferentes. Se, de um lado, ̌inviv̀el para a economia trabalhar sem terceirizaȯ̂, de outro, ̌inconcebv̕el terceirizar sem proteger os trabalhadores. Esse ̌o tema deste livro que por meio de abordagens diversas e complementares, os autores apresentam ao leitor vr̀ias soluė̳s para a terceirizaȯ̂ protegida para quem ̌contratado e com seguranȧ jurd̕ica para quem a contrata. Reconhecendo haver hoje em dia muita terceirizaȯ̂ cercada de precarizaȯ̂ no Brasil, Jos ̌Pastore e Jos ̌Eduardo G. Pastore defendem nô haver conflito entre terceirizar e proteger. Nesse sentido, apresentam uma extensa anl̀ise dos Projetos de Lei que tramitam no Congresso Nacional com o props̤ito de regular a terceirizaȯ̂. A LTR sente-se honrada em ter sido escolhida como a divulgadora desta importante obra. Temos certeza que ela atender ̀as necessidades dos operadores do Direito do Trabalho e dos demais estudiosos do processo de terceirizaȯ̂. |