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|a O AUTOR Piero Calamandrei (Florenȧ, 21 de abril de 1889 — Florenȧ, 27 de setembro de 1956) foi um jornalista, jurista, polt̕icoe docente universitr̀io italiano. Junto com Francesco Carnelutti e Enrico Redenti foi um dos principais inspiradores do Cd̤igo de Processo Civil de 1940, onde trabalhou na formulaȯ̂ legislativa e no ensino fundamental da escola de Giuseppe Chiovenda. Foi impedido de continuar na carreira de professor universitr̀io por nô subscrever uma carta de submissô ao ±duce» que era uma exign̊cia na p̌oca. Nomeado Reitor da Universidade de Florenȧ em 26 de julho de 1943, at ̌8 de setembro, pois foi atingido por um mandado de prisô, somente exerceu efetivamente o seu mandato em setembro 1944, com a libertaȯ̂ em Florenȧ, em outubro de 1947. Presidente do Conselho nacional forense desde 1946 at ̌sua morte. Fez parte da Consulta Nacional e da Constituinte como representante do Partido da Aȯ̂. Participou ativamente do trabalho parlamentar como integrante da Junta de eleiȯ̂ da comissô de Investigaȯ̂ e da Comissô pela Constituiȯ̂. E sua intervenȯ̂ no debate da assembleia teve grande ressonńcia: especialmente em seu discurso do seu plano geral da Constituiȯ̂, seu acordo lateral, sua indissolubilidade do matrimn̥io, seu Poder Judicir̀io. No ano de 1948 foi deputado pela ±Unidade socialista». No ano de 1953 toma parte da fundaȯ̂ do movimento de ±Unidade popular» juntamente com Ferruccio Parri, Tristano Codignola e outros. A OBRA Baseado talvez na mais importante misƠsô de sua vida, ou seja, a elaboraȯ̂ do CƠ̤digo de Processo Civil italiano, Calamandrei palmilhou sua vida pb︢lica e profissional muito bem amparado por essa conquista inƠtelectual de genun̕a cepa. A obra “As boas relaė̳s entre juz̕es e advogados” transcorre exatamente acerca das novidades que a novel lei adjetiva traria para os italianos, mormenƠte, os juristas em geral. No prl̤ogo da obra, o autor explica que o livro seguir ̀baseado em um dil̀ogo, j ̀que este ̌todo em conversaȯ̂, entre seis amigos da p̌oca de faculdade, dois advogados, dois juz̕es, um professor universitr̀io de Direito e um empresr̀io. No final, j ̀no derradeiro fechar das cortinas, aparece uma sťima perƠsonagem chamada de fils̤ofo, pois escuta muito e pouco fala. Piero acabou apelidando as personagens: os advogados sô chamados de “primeiro ad-vogado” e “segundo advogado”, os juz̕es da mesma maneira, primeiro e segundo, o emƠpresr̀io ̌nomenclatura do como “ingn̊uo”, talvez por nada entender de processo e o proƠfessor ̌reconhecido como “o ter̤ico”, pois conhece muito de processo, mas apenas na teoria da sala de aula. Leitura mais do que obrigatr̤ia tanto para profissionais como acadm̊icos. Como preceptor nô devo me furtar de indicar essa obra a todos que comungam com Santo AgosƠtinho: “minha alma arde pelo saber”.
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