| Notas: | O que esta obra de Raquel Salles demonstra, com perfeiȯ̂, ̌que as possibilidades de autotutela em nosso ordenamento sô diversas, variadas e relevantes o suficiente para impedir que ela seja dispensada ou tratada como excepcional, como normalmente se faz, sem qualquer desenvolvimento alm̌ da mera ilustraȯ̂ de poucas situaė̳s que constituiriam exceė̳s. A autora prope̳ que a autotutela seja considerada uma forma peculiar de proteȯ̂ e conceda aos contratantes a abertura de um espaȯ maior para reger e defender seus prp̤rios interesses, independentemente da chancela estatal, sem prejuz̕o de posterior controle judicial para corrigir eventuais inadequaė̳s de conduta, na hipt̤ese de contrariedade ̉boa-f,̌ ou abusos, como no caso de desvio da funȯ̂ do remďio adotado. Foi a busca e o encontro da vocaȯ̂ expansiva das hipt̤eses, legais ou contratuais, de autotutela o resultado desse excelente trabalho, que alcanȧ, mais uma vez, com brilhantismo, o principal objetivo do Programa de Ps̤-graduaȯ̂ em Direito Civil da UERJ: a releitura axiolg̤ica dos instrumentos civils̕ticos, muitos dos quais considerados quase destitud̕os de valor, desvelando e revelando sua potn̊cia transformadora. A anl̀ise efetuada ̌condizente com a perspectiva do direito civil-constitucional; a realizaȯ̂ e o resultado do trabalho, porm̌, sô muito mais do que isso. Aqui se encontra impressa a marca presente nas obras de Raquel Bellini de Oliveira Salles: a pesquisa aprofundada, a cuidadosa anl̀ise dogmt̀ica e o alto rigor tčnico-cientf̕ico que servem para corroborar concluse̳s inovadoras e corajosas e que se revelam coerentes com os anseios constitucionalmente estabelecidos por uma sociedade mais justa e solidr̀ia. |